Você está aqui


Paulo Lima fala sobre prática educomunicativa como uma estratégia sócio-educativa junto a adolescentes e jovens

O livro Juventude, mobilização social e saúde: Interlocuções com políticas públicas, que acaba de ser lançado, é um dos produtos de um ciclo de investimentos coletivos implementados pelas organizações não-governamentais Instituto Papai, Canto Jovem e a rede nacional MAB (Movimento de Adolescentes do Brasil), com vistas a potencializar e qualificar a participação social de adolescentes e jovens no debate sobre políticas públicas no Brasil.

É com esse espírito que Paulo Lima, fundador e diretor executivo da ONG Viração Educomunicação, escreve sobre a importância da Educomunicação no processo que ele chama de “desobediência mental”. A Educomunicação se apresenta como “uma alternativa para ajudar crianças, adolescentes e jovens, educadores e professores a se libertarem de esquemas mentais que tolhem as asas da imaginação, da criatividade e da inovação”.

No artigo Adolescentes e a construção de políticas públicas: em busca do seu espaço, o autor descreve a proposta de trabalho da Educomunicação como uma estratégia sócio-educativa de se trabalhar com os adolescentes e jovens tanto as questões pessoais bem como as temáticas que envolvem as ações públicas. As atividades educativas que são trabalhadas através da comunicação favorecem que os conteúdos sejam incorporados de maneira lúdica e fortalecem o posicionamento político e pessoal dos grupos e levam à transformação socioambiental.

Lima procura aprofundar e divulgar o conceito elaborado a partir de estudos e pesquisas do NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo (www.usp.br/nce). Educomunicação é “o conjunto das ações inerentes ao planejamento, implementação e avaliação de processos, programas e produtos destinados a criar e a fortalecer ecossistemas comunicativos abertos, democráticos e participativos, destinados a ampliar os espaços de expressão na sociedade através de uma gestão democrática dos recursos da comunicação”.

O autor defende ainda que a participação ativa de crianças, adolescentes e jovens no processo de produção de mídias colaborativas, por exemplo, tem produzido efeitos interessantes, como: compreensão crítica e maior competência de mídia; fortalecimento da capacidade e da curiosidade, do trabalho em equipe e de maior justiça social. Isso porque a participação por meio da educomunicação levou ao maior conhecimento e a um maior interesse pela comunidade local, inspirando ações coletivas e transformadoras da realidade.