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Um caso interessante para os estudos do campo da educomunicação está ocorrendo, neste momento, na novela "Passione" da Rede Globo. Em sua coluna no Yahoo!, publicada no dia 29/10/2010, Ale Rocha traz um comentário sobre o papel que um anunciante (patrocinador) pode exercer sobre determinada personagem ou sobre a trama de um ficção televisiva. Trata-se do caso de Gerson Gouveia (Marcello Antony) em “Passione”. Segundo o articulista, o autor Silvio de Abreu guarda a informação a sete chaves. Na internet, telespectadores apostam em possibilidades escabrosas, de pedofilia à zoofilia, levando em conta que apenas "algo chocante justificaria a reação de Diana (Carolina Dieckmann), que ficou atônita quando acessou o computador do ex-marido. Ou a chantagem de Saulo (Werner Schünemann) antes de ser assassinado".

No entanto, segundo Rocha, é nula a probabilidade de Gerson guardar um segredo que horrorize a audiência. Dessa vez não se trata de uma opção da emissora ou dos autores - comenta ele - mas de um acordo comercial. O que Gerson faz de tão misterioso no computador não seria algo ilegal, mas algo tratável, do cotidiano. Gerson deverá terminar “Passione” como um vencedor. Tudo isso foi garantido pela Globo à Goodyear, que patrocina o personagem.

O fato e o artigo que o comenta merecem discussão e reflexão por parte de educadores, levando em conta que toda a população (incluindo os alunos das escolas, em todos os níveis de ensino) tem acesso à transmissão da trama. Veja a íntegra da matéria de Ale Rocha.