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Perguntas e Respostas Frequentes sobre Educomunicação



O objetivo da Licenciatura em Educomunicação é preparar um profissional para atender às
demandas dos setores da sociedade relacionados à interface comunicação/educação, podendo atuar
em três âmbitos: no magistério, em consultoria e na pesquisa.

Como professor de comunicação, o educomunicador poderá atuar na educação básica, especialmente no ensino médio, considerando a abertura dos parâmetros curriculares para que esta modalidade de formação leve em conta as tecnologias, os processos e as linguagens da comunicação.

Como consultor, poderá atuar em empresas, em organizações do terceiro setor, na mídia e nas próprias escolas, implementando projetos com finalidades que atentem para a comunicação e educação; mídias educativas; linguagens e dispositivos da comunicação para a educação formal e não-formal.

A atividade de pesquisa poderá ser exercida tanto no espaço acadêmico quanto nas organizações que investigam a qualidade educativa da produção midiática e a relação entre o sistema de meios de comunicação e os públicos consumidores.

No âmbito do magistério, o educomunicador exercerá a função de “professor de comunicação”, em condições de lecionar conteúdos previstos nos parâmetros do Ensino Médio para a área curricular das linguagens e suas tecnologias. Ainda como docente, o educomunicador será habilitado para coordenar projetos nas áreas da recepção organizada das mensagens midiáticas (Media Education), assim como para fazer a gestão de programas que aproximem as tecnologias da informação e comunicação ao cotidiano escolar.

No âmbito da consultoria, o educomunicador exercerá função de analista e assessor de organizações do terceiro setor, dos veículos de comunicação, das empresas, dos estabelecimentos de ensino e dos organismos públicos, no planejamento e implementação de projetos na interface comunicação/educação. A título de exemplo: um dos possíveis trabalhos poderá advir da demanda dos meios de comunicação por especialistas que os assessorem em suas produções voltadas para a educação; outro trabalho poderá advir do interesse das organizações pelo desenvolvimento de projetos de educação a distância mediados pelas tecnologias da informação.

No âmbito da pesquisa, o novo profissional cuidará da sistematização das experiências investigativas sobre os fenômenos constitutivos da interface comunicação/educação, aprofundando, desta forma, o conhecimento sobre o novo campo epistemológico da educomunicação, de modo a refletir no aperfeiçoamento do exercício do trabalho próprio da emergente realidade ocupacional.

O Educomunicador tem expressamente o perfil de um gestor de processos comunicacionais. Um profissional que conhece suficientemente, de um lado, as teorias e práticas da educação, e, de outro, os modelos e procedimentos que envolvem o mundo da produção midiática e das tecnologias, de forma a exercer atividades de caráter transdisciplinar tanto na docência quanto na coordenação de trabalhos de campo, na interface comunicação/educação. Nos dois casos, espera-se deste profissional a habilidade para gestionar conflitos e a criatividade para encontrar soluções que melhorem os processos educativos, sejam os formais (escolares) quanto os não formais (desenvolvidos pelas ONGs) e informais (implementados pelos meios de comunicação voltados para a educação).

A origem histórica da figura do educomunicador aponta para um profissional que atua como um agente cultural aberto às inovações, atuando muito próximo da realidade do público que está sob seus cuidados. Move-se em diferentes âmbitos de atuação, que incluem a educação para a recepção organizada das mensagens midiáticas; o emprego das tecnologias no apoio aos processos educativos, de forma presencial ou a distância; as diferentes expressões comunicativas através das artes e, especialmente, a gestão da comunicação nos ambientes educativos. Como gestor de processos comunicacionais o educomunicador tem condições de transitar, de igual forma, tanto no espaço da educação, quanto no da comunicação social. Formado academicamente, estará em constante processo de aprendizagem, levando em conta que sua área de atuação requisita, necessariamente, avaliações, reavaliações, buscas de respostas e soluções impostas pelas práticas sociais

Não. Muitas das áreas profissionais da Comunicação têm regulamentação própria e exigências corporativas para o seu exercício, necessitando, portanto, de formação específica. O educomunicador está apto para ser gestor em todos os processos comunicacionais, seja como consultor ou como educador, mas não para o exercício de profissões como jornalista, relações públicas ou publicitário. Porém, ele deve conhecer todos os processos da Comunicação e Educação para o exercício de sua profissão. Em muitos casos, caberá a ele indicar a contratação de profissionais especializados para atende tarefas decorrentes dos planos educomunicativos por ele gestionados.
 

São 30 vagas para o período noturno.

São quatro anos e o candidato sai formado em Licenciatura em Educomunicação.

O curso tem aulas práticas e teóricas. Nas atividades teóricas, o aluno conhece as teorias da Comunicação e da Educação; a epistemologia da Educomunicação; a gestão da Comunicação. Em aulas práticas, poderá ter contato com a produção das diferentes áreas midiáticas e os processos comunicacionais.
 

Não existem pré-requisitos no vestibular para esse curso. O perfil desejado do graduando é que ele tenha interesse pelas áreas de Comunicação Social e afins e a área de Educação, no sentido de pensar constantemente a interseção entre mídia e processos educacionais. O candidato também deve se interessar pela gestão da Comunicação.

Aqui mesmo, neste site! www.cca.eca.usp.br

A segunda turma do curso será formada com os resultados do vestibular da FUVEST de 2011, devendo os novos alunos inscreverem-se na ECA/USP, no mês de fevereiro de 2012, de acordo com o calendário divulgado pela Reitoria da USP.