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Sai primeira obra internacional sobre Educomunicação


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Com o título Educomunicación: más allá del 2.0, o editorial Gedisa acaba de lançar, em Barcelona, um livro inteiramente dedicado ao tema da inter-relação Comunicação/Educação.

Coordenado por Roberto Aparici, a obra reune 15 artigos escritos por especialistas que vêm se dedicando ao assunto ao longo dos últimos 30 anos, na América Latina e Espanha, mantendo entre si contatos de amizade e de produção acadêmica.

A obra converte-se, na verdade, num recorte sobre uma escola ibero-americana de intelectuais envolvidos com uma sólida prática na interface entre a comunicação social e a área da educação, e sobre as distintas maneiras como os autores construiram, ao longo do tempo, os referenciais que dão sustentação, hoje, a seus respectivas pensamentos sobre o assunto. Para entender o valor simbólico do livro torna-se necessário que o leitor visite necessariamente o capítulo introdutório, assinado por Aparici, deparando-se com recuparação da história da evolução dos esforços internacionais em torno da relação comunicação/educação.

Trata-se, na verdade, da primeira publicação internacional em que diferentes autores concordam em legitimar, com a autoridade que cada um conquistou, o emprego do termo “educomunicação” para designar, indistintamente, um conjunto de ações e estudos denominados singularmente como media literacy, media education, educación en medios, comunicación-educación, educación y alfabetizacion digital.

O livro é dividido em três partes. Na primeira, traz artigos de dois pioneiros: Daniel Prieto, da Argentina, sobre a condição do educador, e Mário Kaplun, do Uruguai, sobre a comunicação eeucativa. A segunda parte discute a epistemologia da educomunicação, sob o título “Interdiscursividad y transdiscursividad en la educomunicación”, com textos de Jorge Huergo (Argentina), Delia Druetta (México), Ismar de Oliveira (Brasil) e Agustín Matilla (Espanha). A terceira parte, com oito capítulos, intitula-se “Educomunicación Digital”, com textos de Alfonso Martín (Espanha), Guillerme Orozco (México), Carlos Eduardo Valterrama (Colombia), Maria Tereza Quiróz (Peru); José Cabellas Barroso, Carlos Scolari, Joan Ferrés y Prats, Sala Osuna e Roberto Aparici (Espanha).

A contribuição brasileira, de Ismar de Oliveira Soares, está centrada na concepção segundo a qual a educomunicação é uma “utopia”, entendida como projeto coletivo, acalentado especialmente na América Latina, de busca por algo novo, em permanente construção, em torno à práxis do direito de expressão. Em dois momentos do livro, na Introdução e no artigo de Delia Druetta, a colaboração de Soares é lembrada no que concerne à introdução, no mundo acadêmico internacional, do debate sobre a educomunicação enquanto campo autônomo de intervenção na realidade.

Contato: <gedisa@gedisa.com> ou pelo site <http://www.gedisa.com>.

Entrevista por telefone com o professor Ismar de Oliveira Soares sobre a Educomunicação na América Latina e no Brasil - um verdadeiro diagnóstico desse novo campo: http://www.canaluned.com/#frontaleID=F_RC&sectionID=S_TELUNE&videoID=6799

 
Para saber mais, ouça a entrevista da RTVE com alguns autores do livro sobre "Educomunicacíón: más alla del 2.0": http://www.rtve.es/alacarta/audios/radio/uned-educomunicacion-mas-alla-del-20-13-03-11/1044387/