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I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Estudantes de Educomuncação



 

I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Estudantes de Educomunicação

Data: 02 de setembro de 2011

Evento promovido no espaço do XXXIV Congresso da Intercom

Local: Unicap - Recife - PE

Promotores:

  • INTERCOM
  • UNICAP/ PE – Bacharelado em Jornalismo
  • UFPE – Coordenação de Educação a Distância (CEAD)
  • ECA/USP - Licenciatura em Educomunicação (EDUCOM)
  • UFCG/PB - Bacharelado em Educomunicação
  • NCE/USP – Núcleo de Comunicação e Educação


Objetivo:

Propiciar um espaço para que os professores, pesquisadores e alunos de educomunicação do país, tanto os vinculados a cursos superiores em nível de graduação e de pós-graduação, quanto os que desenvolvem atividades junto a programas de formação continuada, em nível de atualização ou de especialização, decorrentes de programas de cultura e extensão de universidades, possam:
a) Trocar experiências e informações sobre seus programas;
b) Apresentar e discutir resultados de suas pesquisas;
c) Definir políticas voltadas à articulação de ações conjuntas que beneficiem o conjunto dos profissionais e estudantes envolvidos com a Educomunicação.

Metodologia:

O Encontro de Professores, Pesquisadores e Alunos de Educomunicação caracteriza-se por balancear três modalidades de reunião acadêmica: 1ª. Mesas redondas temáticas, com convidados; 2ª. Painéis, com a apresentação de teses e dissertações, mediante inscrição de papers; 3ª – Reuniões de Articulação.

Programa:

Manhã - 8h30 - 10h45 - Mesa Redonda 1:
Tema: “Fundamentos teórico-metodológicos que dão sustentação às propostas pioneiras de formação do educomunicador em nível de graduação e de especialização”.
Coordenação: - UNICAP/ PE
Palestrantes:
Ismar de Oliveira Soares – Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP
Sonia Sette – Comissão de Educação a Distancia – CEAD/UFPE
Ademilde Sartori – Coordenadora do GP Comunicação e Educação - INTERCOM

Manhã - 10h45 - 12h00 - Mesa Redonda 2:
Tema: Especificidades pedagógicas da Licenciatura em Educomunicação (USP), do Bacharelado em Educomunicação (UFCG) e do curso Mídias na Educação
Coordenação: - UFPE
Palestrantes:
Roseli Fígaro – Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP
Danielle Andrade – Bacharelado em educomunicação da UFCG
Patrícia Horta – Mídias na Educação – MEC / CEAD/UFPE / NCE-USP

Tarde - 14h00 – 16h45
Painel I - Apresentação de cinco pesquisas na área (selecionados a partir de inscrição de papers)
Painel II - Apresentação de cinco pesquisas na área (selecionados a partir de inscrição de papers)

17h00 – 18h00 _ Reuniões de Articulação
Reunião dos professores e pesquisadores de Educomunicação
Reunião dos alunos de graduação e de especialização em Educomunicação
 

Trabalhos aprovados para o I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Estudantes de Educomuncação

Painel 1 –Educomunicação na Sociedade Civil e nas Políticas Públicas

1. Profª Dra. Maria das Graças Amaro da Silva (UFCG) – O potencial das ONGs no trabalho educomunicativo

MAPEAMENTO DAS ONGS E ESCOLAS DE CAMPINA GRANDE: OLHAR VOLTADO PARA ATUAÇÃO DA EDUCOMUNICAÇÃO. A presente pesquisa tem a intenção de realizar um mapeamento das Organizações Não-Governamentais (ONGs) e das escolas municipais da cidade de Campina, com o objetivo de perceber e detectar problemas, desejos, necessidades e dificuldades que tanto as escolas quanto as ONGs vivenciam, no que diz respeito à atuação de processos educativos com a utilização dos meios de comunicação: rádio, televisão, jornal, internet (redes sociais), como ferramentas que fomentam a leitura crítica dos participantes em espaços formais e não formais, com a finalidade de suscitar o conhecimentos através do diálogo proporcionado pelo contato das linguagens e códigos enfocados pelos produtos culturais, sejam eles eletrônicos ou impressos. Percebemos através de uma pesquisa preliminar em escolas, que algumas dispõem de ferramentas, mas há ausência de profissionais capacitados para mediar o processo de aprendizagem, pela falta de metodologias condizentes com a proposta de se estimular o conhecimento através da leitura dos meios de comunicação. Também há o enfoque de algumas ONGs (apenas cinco foram pesquisadas, uma vez que constatamos que algumas não existem de fato), e percebemos que existe um trabalho educativo, porém, também necessita de profissionais que possam pensar em um projeto voltado para a gestão de processos comunicativos, levando em consideração a inserção dos processos educativos Atualmente, o município de Campina Grande tem catalogadas 87 escolas. A partir das constatações supracitadas, buscaremos apresentar alternativas para atuar enquanto educomunicadores, como uma forma de contribuir com a possível mudança de paradigma da realidade que se apresenta diante de nós. Portanto, o mapeamento faz-se necessário para que possamos nos situar, uma vez que estamos em fase embrionária do Curso de Educomunicação (bacharelado), sendo é imprescindível essas informação para refletirmos e tentarmos nos inserir nesses universos com dados concretos. Palavras-chave: educomunicação, ONGs, meios de comunicação, espaços educativos

2. Rosa Maria Cardoso Dalla Costa (UFPR) – A pesquisa na interface comunicação/educação

A PESQUISA EM COMUNICAÇÃO E OS DESAFIOS DA INTERFACE COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO. O paper apresenta um balanço das pesquisas orientadas no Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná no período de 2000 a 2010 e faz uma análise dos principais desafios teórico-metodológicos da pesquisa em uma das interfaces da comunicação, no caso, a Educação. Apresenta um breve histórico do interesse pela temática no referido programa de mestrado e descreve os principais títulos abordados. Em seguida, identifica de que forma os sujeitos ligados à escola – professores e alunos – são relacionados e investigados pelas pesquisas feitas no período. Aborda as dificuldades da pesquisa no cotidiano escolar e seus entraves institucionais e sócio-econômico-culturais. Finalmente, apresenta as principais metodologias e técnicas de pesquisa utilizadas e suas implicações, apontando as dificuldades, avanços e tendências constatadas. Palavras-chave: Educomunicação, pesquisa em comunicação, interface .


3. Danielle Próspero (NCE-USP) – Gestão da educomunicação no espaço escolar: os grêmios estudantis

OS GRÊMIOS ESTUDANTIS E O ECOSSISTEMA COMUNICATIVO ESCOLAR: NOVAS POSSIBILIDADES DE RELAÇÃO E DE AÇÃO NA EDUCAÇÃO. Os novos desafios postos à educação, graças aos modos singulares como a informação e o conhecimento são elaborados, distribuídos e socialmente intercambiados, precisam ser vistos em função do cenário que podemos designar de “ecossistema comunicativo”. Preocupar-se com ecossistemas comunicativos em espaços educacionais é levar em conta que a escola é um espaço complexo de comunicações, no qual o educador deve considerar o entorno cultural do aluno e seus pares de diálogo – colegas, família, mídia – para planejar ações que possibilitem a participação e troca de sentidos. Garantir esse sentido aos estudantes é algo urgente a ser colocado em prática na educação, tendo em vista que hoje, a falta de interesse pela escola é o principal motivo que leva o jovem a evadir. A comunicação presente neste ecossistema, sendo ela essencialmente dialógica e participativa, mediada pela gestão compartilhada (professor/aluno/comunidade escolar) dos recursos e processos da informação, contribui, segundo Soares (2011), essencialmente para a prática educativa, cuja especificidade é o aumento do grau de motivação por parte dos estudantes, e para o adequado relacionamento no convívio professor/aluno, maximizando as possibilidades de aprendizagem, de tomada de consciência e de mobilização para a ação. Essa precondição denominamos de educomunicação. A educomunicação convida, então, as escolas a identificar e, se necessário, a rever as práticas comunicativas que caracterizam e norteiam as relações entre a direção, os professores e os alunos no ambiente educativo. E é nesta perspectiva que o presente artigo buscará discutir como os grêmios estudantis que, sendo espaço privilegiado de participação e engajamento juvenil, se tornam peças-chave num processo que busca construir um ecossistema comunicativo escolar baseado em novas relações. O grêmio é a organização para que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação, tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade. Neste espaço, os alunos têm a possibilidade de se expressar e de “pronunciar o mundo” (Freire) de modo participativo e transformador, propostas estas da educomunicação. Apresentaremos também experiências educomunicativas, como a proposta da Secretaria Estadual do Rio de Janeiro para o fortalecimento dos grêmios, assim como práticas desenvolvidas por escolas em que a comunicação dialógica, a partir da atuação dos grêmios, transformou as relações entre alunos, direção e comunidade escolar.

4. Silene de Araujo Gomes Lourenço (NCE-USP) - Avaliação de práticas educomunicativas em redes de ensino

EDUCOMUNICAÇÃO, E POLÍTICAS PÚBLICAS: CONSTRUINDO UM MODELO DE AVALIAÇÃO EM ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO FORMAL. O presente trabalho tem por objetivo apresentar um modelo de avaliação para ações e projetos educomunicativos em espaços de educação formal, a partir da nossa experiência como integrante da equipe de assessores do Programa Nas Ondas do Rádio – nome atual da política pública de Educomunicação da cidade de São Paulo (SMESP), cuja origem foi o Projeto Educom. Rádio (2001-2004). Sabemos que a avaliação processual e participativa é um princípio da Educomunicação e que, em pequenos espaços de educação não-formal, o exercício de auto-avaliação em grupo, a partir de produções midiáticas, tem ajudado os indivíduos a construírem noções de democracia e a exercitarem o direito à liberdade de expressão. Não obstante, no âmbito da educação formal, impõe-se a necessidade de ampliação e sistematização dos processos avaliativos, bem como a formulação de instrumentos de acompanhamento e avaliação, por, ao menos, três razões: 1) as escolas, ao fazerem suas opções pedagógicas, são cobradas pelo poder público e pela sociedade em geral, por resultados, isto é, por dados comprobatórios em relação ao desenvolvimento social, emocional e cognitivo dos alunos; 2) ao se transformar em política pública, a Educomunicação passa a ser financiada por meio de projetos e programas de governo, o que exige acompanhamento e avaliação dos investimentos do dinheiro público; 3) as autoridades responsáveis pela manutenção das políticas públicas não estão diretamente envolvidas com as práticas educomunicativas nas escolas e com os momentos de avaliação em grupo, mas precisam acompanhar esses processos e, para tanto, valem-se de relatórios e de instrumentos de avaliação que permitam, ao menos em parte, quantificar esses resultados. Nesse sentido, temos trabalhado na elaboração e proposição de um modelo de avaliação que atenda, ao mesmo tempo, as necessidades da rede e os princípios da Educomunicação. Na sequência, explicaremos como o modelo foi concebido desde a identificação dos indicadores de resultados a partir das áreas de intervenção da Educomunicação descritas pelo Prof. Dr. Ismar de Oliveira Soares.

5. Helena Corazza (SEPAC-SP) – Educom no documento sobre comunicação da CNBB

COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO: POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA. O objetivo deste trabalho é analisar a proposta que uma instituição como a Igreja católica faz e assume na linha da Educação para a Comunicação, tanto na formação de suas lideranças quanto nas audiências das mídias. O projeto também recomenda o planejamento da produção e ação educativa para a instituição em todos os níveis. O foco centra-se numa publicação intitulada “A comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil”, Estudos da CNBB 101(2011). O capítulo IV intitula-se “A mídia e a urgência educativa” que trata da necessidade da educação para a mídia e através da mídia, a formação dos receptores, destacando a família, os jovens. Pretende-se fazer uma retrospectiva que evidencia a recorrente postura da instituição tendo em vista a educação para a comunicação.

Painel 2 – Experiências educomunicativas

1. Helen Campos Barbosa (Fac. 2 de julho, Salvador) - Educom no ensino formal

PROJETO NO MEIO – TV E MÍDIAS INTERATIVAS NA ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA EDUCOMUNICATIVA EM COLÉGIO PÚBLICO DE SALVADOR-BA. O paper pretende pontuar a implantação do projeto No Meio – TV e mídias interativas na Escola, que objetiva elaborar um programa televisivo educomunicativo com alunos do Colégio Estadual Senhor do Bonfim, em Salvador (BA), e tem o público juvenil como alvo. O projeto começou no mês de março de 2011, e foi viabilizado a partir da parceria entre o Colégio Estadual Senhor do Bonfim, a Faculdade 2 de Julho, Espaço Cultural Xisto Bahia e a TV Universitária da Universidade Federal da Bahia – Web TV UFBA. O projeto é um Trabalho de Conclusão de Curso do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo Cultural, e propõe criar uma produção cultural televisiva a partir do protagonismo juvenil e dos princípios educomunicativos. Busca fomentar no espaço escolar o fortalecimento dos ecossistemas comunicativos e obter como resultado final uma produção audiovisual focada no jornalismo cultural. Para possibilitar o protagonismo juvenil na mídia, têm sido promovidas oficinas de capacitação para manuseio de aparatos tecnológicos que permitem produzir registros imagéticos. O projeto atua em sintonia com o tema de trabalho anual do Colégio Estadual Senhor do Bonfim, em 2011, que é Resignificando o espaço escolar. Assim, a comunicação começa a atuar como canal de produção e divulgação de conteúdos transformadores de realidades, aliando-se a isso o uso das novas tecnologias para mobilização social. A proposta parte de uma ação conjunta e parceira entre as instituições citadas e vai viabilizar experiências de produção de mensagens de autoria dos jovens, com o aprendizado do manuseio de equipamentos midiáticos, a exemplo de câmeras filmadoras e fotográficas, bem como ensinar como se dá o processo de construção da notícia, mais especificamente, na televisão. Como diário de bordo tem sido mantido pelos alunos o blog <>, onde eles postam suas produções e notícias diversas da comunidade escolar. Além disso, a coordenação do projeto, para compartilhar o registro processual das atividades, criou o blog <>, no qual está postada a sistematização das atividades educomunicativas.

2. Vania Beatriz Vasconcelos de Oliveira (Embrapa-RO) – Educom e práticas de recepção

USO DE MÚSICA AMAZÔNICA NA EDUCOMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E AMBIENTAL. Tendo o campo Comunicação/Educação como mediador do processo, o trabalho aborda a produção e recepção de dois videoclipes ambientais, por estudantes e professores da Escola Marcelo Cândia em Porto Velho, RO. Discute-se, à luz da teoria do dialogismo de Bakhtin, de que forma os estudantes (enunciatários) interpretaram o discurso literário (letra da música), transformado em discurso de vulgarização científica (no videoclipe) pelos interlocutores (os alunos e professores participantes da Oficina). Para isso, fez-se a análise textual das letras das músicas e uma discussão teórica dos conceitos relacionados ao objeto de análise (diálogo, enunciação, discurso, recepção). O trabalho tem por objetivo validar a produção e uso de videoclipes com música amazônica como recurso didático de educomunicação científica e ambiental na educação formal. Foram sistematizadas informações que contribuem para a validação proposta, bem como identificou-se os argumentos do discurso literário e do discurso científico que colaboraram para a sensibilização em relação as questões ambientais. A metodologia de análise permitiu também observar a ocorrência de interações dialógicas em ambas as etapas do processo (produção e recepção) que tornaram possível sensibilizar os estudantes para as questões ambientais (desmatamento e degradação dos solos) temas dos videoclipes. Recomenda-se o uso da metodologia por professores, como recurso didático para a educação ambiental como questão transversal; ressalvando-se a necessidade de estudos adicionais e incremento na proposta para que se possa apresentar soluções que aumentem o nível de evidência do papel da Ciência, quando do uso da metodologia na educomunicação cientifica no ambiente educacional. Palavras-chave: análise do discurso, comunicação ambiental, divulgação científica, popularização da ciência, recursos didáticos.

3. Raija Maria Vanderlei de Almeida (UFCG) – Educação para os Meios

MÍDIAS E EDUCAÇÃO INFANTIL – MEI - é um projeto, em fase de elaboração, que tem como área temática principal a Comunicação e sua interface com a Educação, que surge a partir das novas necessidades de se ter um espaço onde se possa pesquisar essa relação mídia-infância-educação. O objetivo é compreender a relevância do ambiente midiático como vetor educativo e suas implicações para o universo infantil, colocando à disposição dos educadores e educandos, uma multiplicidade de meios para ajudar no processo educativo. Sendo a cultura midiática a primeira cultura do aluno, o papel da escola é fazer a transição para uma cultura elaborada. Hoje, tal é o poder da mídia, que precisamos formar cidadãos críticos através de uma pedagogia da comunicação e dos meios, estimulando a participação das crianças, através da produção midiática com a criança como protagonista, resignificando o mundo, lhe dando vez e voz e reencantando o ambiente escolar. Existe uma necessidade de diálogo entre linguagens e conteúdo das mídias e as praticas educacionais críticas. A escola como mediadora e espaço de leitura crítica é também um local de produção e endereçamento de respostas às mídias. Percebemos que existe uma necessidade desta discussão devido a um despreparo dos professores para lidarem com a interface educação/comunicação nas escolas públicas e privadas. Os cursos de pedagogia, por sua vez não oferecem nenhuma disciplina que trate do tema. No entanto, a discussão está cada vez mais presente em congressos, encontros e simpósios, bem como em um aumento significativo de publicações de livros e blogs. Os pais, por sua vez, também são despreparados para lidar com a relação mídia-criança-consumo. Diante disto, faz também necessário estimular a leitura crítica para que as crianças, os pais e os educadores, compreendendo o contexto social, transformem a informação fragmentada recebida em conhecimento, tornando-os cidadãos cada vez mais críticos. Palavras chaves: Mídias - Educação Infantil - Criança - Consumo - Educomunicação

4. Daniele Andrade Souza (UFCG) E Luis Adriano Mendes Costa (UEPB) – Educom e Ação Cultural

FOLKCOMUNICAÇÃO E EDUCOMUNICAÇÃO: SIMILARIDADES NO TRABALHO DE ANTONIO CARLOS NÓBREGA. Esse artigo procura identificar, a partir da atuação/obra do artista brasileiro, Antonio Carlos Nóbrega, a dimensão da expressão comunicativa através das artes enquanto área de intervenção social defendida pela Educomunicação. Pretende ainda apontar alguns aspectos advindos da folkcomunicação, que se assemelham a outros referentes pertencentes ao campo da educomunicação, sinalizando caminhos para o estabelecimento de possíveis relações entre essas áreas do estudo da comunicação. A relação que se estabelece entre educação e cultura está bem presente nos estudos da Folkcomunicação e da Educomunicação. A Folkcomunicação é uma teoria que estabelece o processo de comunicação mediado por agentes que amplificam o processo de reverberação das informações, idéias e opiniões de forma mais direta, atingindo e influenciando um público considerado à margem da sociedade. A educomunicação, por sua vez, surge dos embates da luta social por novos espaços de comunicação e expressão, visa uma espécie de promoção de suas próprias formas de expressão (especialmente, a partir da tradição latino-americana), empreende espaços de cidadania através do uso democrático e participativo de recursos da comunicação e de informação. Portanto, ambos sistemas subsidiam toda condição de expressão do indivíduo, sendo capaz de promover espaços de construção da coletividade, de lugar da fala, de autonomia, de vez e de voz. E na medida em que se configuram espaços fomentados cada vez mais por estes sistemas, especialmente através da arte, estamos criando, promovendo condições que apontam para a emergência de uma nova ambiência cultural, na qual nos faz refletir acerca de possibilidades de aproximação e/ou semelhanças follkcomunicacionais e educomunicativas na grande, e, interdisciplinar por natureza, área das ciências da comunicação.

5. Felipe Gustavo Guimarães Saldanha; Dayane Nogueira de Almeida; Adriana Cristina Omena dos Santos; Mirna Tonus (UFUB) - Educom e meio ambiente

MEIOS: EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO A SERVIÇO DA SOCIEDADE E DO MEIO AMBIENTE. O presente artigo mostra como foi idealizado e tem sido implantado o Programa de Extensão Educomunicação e Meio Ambiente (Meios) no Curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia. O texto apresenta um rápido histórico sobre os contextos socioambiental e educacional, que justificam a sua relevância. Faz também uma breve apresentação dos estudos sobre a Educomunicação, uma nova área do saber que permite a disseminação de conhecimento para a sociedade de forma eficiente. Na sequência, aborda a criação do programa e a parceria com um projeto de educação socioambiental já desenvolvido por uma ONG local. Apresenta o processo de definição dos objetivos e primeiras iniciativas – a continuidade do projeto supracitado, um curso de formação de líderes multiplicadores e um programa para a televisão – e a realização do seu evento de abertura, um fórum sobre meio ambiente e cidadania. Em seguida, o artigo aponta quais foram os principais desafios enfrentados para a realização do Meios e como têm sido enfrentados. Por fim, mostra as considerações sobre as ações já realizadas e os resultados esperados.